Por uma semiótica do mal: “The imp of the perverse”, de Edgar Allan Poe

Leonardo Vieira de Almeida

Resumo


Publicado pela primeira vez no Graham´s Lady´s and Gentleman´s Magazine, emjulho de 1845, o conto “The imp of the perverse”, de Edgar Allan Poe, trata de um insólitoacontecimento: o assassinato premeditado por intermédio de um ato de leitura. Procurandodesvendar a causa secreta da impulsividade humana, Poe questiona a acepção da liberdade, jáque o homem é livre na medida em que o gesto do pensamento pode ser sua perdição. Ouseja, se o narrador em primeira pessoa infringe a lei, buscando a liberdade, consegue esta nasua própria impossibilidade: é livre para perder o direito de sê-lo. Desse modo, o paradoxo doautor de O corvo se constrói mediante a proliferação do “gênio maligno”, de René Descartes,descrito em suas Meditações, a qual se afirma por uma semiótica do mal, procedimento quetem na anatomia do impulso seu móbil particular.

Palavras-chave


Semiótica do mal. Paródia. Metaconto. Teoria da impulsividade.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2012.5038

Licença Creative Commons

SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

Revista do Departamento de Letras

Faculdade de Formação de Professores da UERJ

Rua Dr. Francisco Portela, 1470 - Patronato - São Gonçalo - RJ

Cep: 24435-005 - e-mail: soletrasonline@yahoo.com.br