Uma análise construcionista da variação entre construções com verbo-suporte DAR no PB

Pâmela Fagundes Travassos, Márcia dos Santos Machado Vieira

Resumo


O presente artigo tem como tema a variação entre construções com verbo-suporte DAR que se relacionam a elementos não-verbais do tipo “uma X-[a/i]da”, “uma X-[a/i]dinha”, “uma X-(z)inh[o/a]” e “uma X-adela”, como: dar uma caminhada, dar uma fugidinha e dar um pulinho. Tendo em vista o princípio de não-sinonímia de GOLDBERG (1995), intenciona-se verificar se os resultados da pesquisa experimental empreendida vão mostrar se os informantes encontram diferenças funcionais entre os predicadores complexos. Construções com verbo-suporte tendem a marcar curta duração temporal, mas pode estar em jogo o uso de estratégia de polidez, como um recurso de preservação de face. Tendo em vista orientações da Linguística Funcional-Cognitiva e da abordagem da Gramática de Construções Baseada no Uso, objetiva-se investigar se há indícios de variação, bem como verificar as diferentes leituras do evento por parte dos usuários do PB, levando em consideração tanto o cotexto quanto o contexto semântico, discursivo e pragmático em que essas construções estejam inseridas. Resultados revelam indícios de que tais construções, ao se atualizarem no discurso, põem em jogo diversos valores, como a curta duração temporal e a polidez. Além disso, alguns constructos revelam indícios de variação (por convivência ou competição). Trata-se, portanto, de uma análise construcionista da variação.

Palavras-chave


Construções com verbo-suporte; Linguística Funcional-Cognitiva; Variação; Gramática de Construções Baseada no Uso; Pesquisa Experimental.

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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2019.38522

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SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

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