Pra quem é, bacalhau basta: da opacidade e produtividade das construções idiomáticas

Maria Angélica Furtado da Cunha, Edvaldo Balduino Bispo

Resumo


Neste artigo, analisamos construções idiomáticas do português do Brasil (PB), a exemplo de pra quem é, bacalhau basta e tirar leite de pedra. Objetivamos discutir a relação forma-função nessas construções, de modo a explicitar a gradiência existente nessa relação. Para tanto, assumimos os pressupostos da Linguística Funcional Centrada no Uso (FURTADO DA CUNHA; BISPO; SILVA, 2013) e da Gramática de Construções (GOLDBERG, 1995; TRAUGOTT; TROUSDALE, 2013), e tomamos como material de análise diferentes idiomatismos do PB. Consideramos as propriedades gerais das construções, com foco na esquematicidade, produtividade e composicionalidade. Nessa direção, verificamos que essas construções variam de totalmente especificadas a parcialmente preenchidas; são, em geral, de baixa produtividade; e, prototipicamente, caracterizam-se pela opacidade. Constatamos também a atuação de processos metafóricos e metonímicos na formação desses idiomatismos, a variabilidade de recursos linguísticos utilizados em sua estruturação e o grau de fusão entre seus elementos constituintes, além da versatilidade morfossintática que podem apresentar.

Palavras-chave


Construções idiomáticas; Relação forma-função; Gradiência.

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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2019.38075

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SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

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