Bruce Chatwin e Werner Herzog, livro e filme: vidas entrelaçadas

Mariana Castro de Alencar, Maria Cristina Ribas

Resumo


Resumo: Este artigo apresenta o encontro entre o cineasta alemão Werner Herzog e o autor inglês Bruce Chatwin, suas afinidades na trajetória de vida, pensamento e obra, analisando suas vivências entrelaçadas e guiadas sempre pelo amor à arte, às viagens e às experiências intensas de vida em relação aos seus modi operandi. Nessa mistura, surgiu, em parceria, não somente um produto singular - o filme Cobra Verde -, mas também um encontro de vida, arte, e incansável busca pelo autoconhecimento que valoriza os limites humanos. Herzog encontrou em Chatwin a personificação da intensidade sinestésica no simples desejo de contar histórias, potência estética das obras de ambos, tecidas por elementos inusitados que vão de paisagens impossíveis a elencos ímpares que atuam e interferem nas sequências. Bruce Chatwin ofereceu ao cineasta um exemplo de aproveitamento da vida de forma descomedida, que dialoga bem com a práxis cinematográfica do colega cineasta. Do valioso encontro de seus projetos artísticos, destacam-se o aspecto sacramental da marcha (Chatwin) e a definição impossível dos limites da visão (Herzog), cujo impacto é partilhado especialmente na adaptação fílmica - Cobra Verde - de o romance O Vice-Rei de Uidá.

 

Palavras-chave: Werner Herzog. Bruce Chatwin. Cobra Verde. O Vice-Rei de Uidá. Literatura e cinema.

 


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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2016.27183

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SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

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