Partitura midiática:gesto poético numa ópera brasileira contemporânea

Fábio Henrique Viana, Francisca Luciana Sousa da Silva

Resumo


No presente artigo, apresentamos um dos trabalhos da multiartista Jocy de Oliveira. Em sua ópera Kseni, a Estrangeira (2003-2006), ela retoma o mito de Medeia sob um viés político, cujo foco assenta na condição feminina, a exemplo da tragédia ática:  uma bárbara, estrangeira por excelência, imigrante, há muito exilada de tantas pátrias, sem pátria segura para onde ir ou regressar. A vídeo-ópera, no plano musical, parte de uma melodia medieval anônima em Langue d’Oc também inspirada no referido mito. Por meio de uma breve análise crítico-comparativa, sugerimos uma releitura do que ora chamamos “partitura midiática” nesse trabalho de Jocy: um princípio de linearidade em sua textura caótica pós-moderna. Entre os autores visitados para esse fim, estão Roland Barthes e Michel Butor, tomando alguns conceitos referentes à imagem (sobrevivência, anacronismo) e à escrita (poética e musical) como gesto nesse processo de criação/invenção, além de Zigmund Bauman, Didi-Huberman, Tatlow, Sadie e Tyrrell.


Palavras-chave


Medeia; Jocy de Oliveira; Ópera brasileira; Partitura; Gesto.

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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2016.25906

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SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

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