Aquisição da Língua Portuguesa escrita por crianças surdas

Adriane Roberta Ribeiro de Macedo, André Suehiro Matsumoto

Resumo


As línguas demonstram a especificidade  dos seres humanos na  linguagem. Evidenciam os valores culturais de um indivíduo e consequentemente de seu grupo. Assim também ocorre com aqueles que são surdos. Esses indivíduos, no Brasil, se utilizam da LIBRAS,  a Língua Brasileira de Sinais. Trata-se de uma língua diferente, calcada na expressão visual espacial.  Apesar de ser uma modalidade linguística diferenciada,  apresenta todas as particularidades das línguas humanas. Seu uso se dá principalmente nas oportunidades em que esses sujeitos convivem num mesmo espaço. A escola é um desses ambientes em que o povo surdo se reúne. E esse artigo trata da co-existência  da LIBRAS e da Língua Portuguesa e da relação  aluno surdo e ambiente escolar . O bilinguismo do aluno surdo efetiva-se na convivência da língua brasileira de sinais e da língua portuguesa. No ambiente escolar, não é suficiente constatação da inserção de uma nova língua, a LIBRAS,  mas o entendimento  de que essa  passará e ou deverá passar a ser compreendida no currículo e no programa escolar, apontando para o atendimento das diferenças das línguas reconhecendo-as de fato. Atendando-se para as diferentes funções que apresentam no dia-a-dia da pessoa surda que se está formando. Nesse sentido, a LIBRAS estabelece-se como primeira língua do surdo e a Língua Portuguesa como segunda língua.


Palavras-chave


Língua Portuguesa; LIBRAS; Aquisição.

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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2015.19151

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SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

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