Do castelo à casa-grande: o “Gótico brasileiro”, em Gilberto Freyre

Fernando Monteiro de Barros Jr

Resumo


A partir da topografia do romance gótico inglês, expressa no castelo mal-assombrado, estabelecemos uma teoria do que seria possivelmente um “Gótico brasileiro”, evidenciado no elemento topográfico da casa-grande segundo o constructo que dela faz o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre em Casa-grande & senzala, no qual encontramos fortes traços de literariedade. As recentes teorias acerca do Gótico sulista norte-americano, que estabelecem a herança escravocrata como seu principal elemento, contribuem para nossa tese sobre a casa-grande em Freyre, que, fantasmática e alegórica, afigura-se como verdadeiro espaço paratópico, em que o real da investigação sociológica mescla-se ao irreal do imaginário literário.

Palavras-chave


Gótico brasileiro – Tradição e Modernidade – Fantasma e Alegoria

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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2014.13050

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SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

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