SOBRE ARTESANIA E CURRÍCULOS PENSADOSPRATICADOS: QUANDO TUDO FOGE A NORMA

Rafael Marques Gonçalves

Resumo


A proposta deste artigo é apresentar parte de uma pesquisa de doutorado, que entende que, por meio de conversas, podemos aprender a compreender o cotidiano pesquisado. As ações investigativas são desenvolvidas na perspectiva das pesquisas no/do/com o cotidiano, lançando mão de conversas com um grupo de professoras, com as quais são buscados as diferentes formas de percebersentir as realidades sociais a partir de sua complexidade e dos inúmeros (des)encontros entre o falado, o percebido e o praticado. O recorte aqui realizado diz respeito à relação daquilo que as professoras fazem em seus cotidianos, ou seja, seus modos de fazer, e as propostas que as orientam, incluindo os materiais didáticos que recebem. Assim, ao compreender as bricolagens praticadas nos cotidianos das escolas, podemos perceber como os processos de criação curricular trazem à tona o uso das regras e produtos que foram dados para consumo das professoras inscritas como autoras, como criadoras de currículos pensadospraticados nas relações politicopráticas que tecem e atuam cotidianamente nos seus espaçostempos.


Palavras-chave


cotidiano escolar; currículos praticados; conversas; narrativas

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DOI: https://doi.org/10.12957/riae.2017.29534

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e-ISSN: 2359-6856

 


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