BNCC e o professor de Literatura: água que corre entre pedras

Nataniel Mendes

Resumo


O presente artigo tem como propósito discutir a papel destinado pela legislação brasileira, notadamente pela Base Nacional Curricular Comum, à educação literária no Ensino Médio para, a partir daí, refletirmos sobre como deve ser a atuação do professor de literatura nesse processo, diante dos propósitos perseguidos pela nova legislação em articulação com o “novo” Ensino Médio. Para tanto, recorremos a uma pesquisa bibliográfica e documental, colocando em perspectiva, por meio de uma análise interpretativa, um paralelo entre os documentos oficiais e os estudos literários. A partir desse percurso, foi possível perceber e existência de discursos dissonantes. De um lado, uma legislação alicerçada em uma visão (ultra) pragmática de educação, voltada para a preparação para testes e resolução de problemas do cotidiano; do outro, os estudos literários, que reconhecem a literatura enquanto lugar de(o) saber, do prazer, mas também do incômodo necessário para a reflexão e intervenção no mundo. Esse cenário exige dos profissionais de Letras uma postura crítico-reflexiva, conciliatória e, no limite, subversiva para, assim, colaborar para a educação literária dos jovens brasileiros.


Palavras-chave


BNCC; ensino de literatura; atuação docente

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DOI: https://doi.org/10.12957/teias.2020.53725

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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