Diálogos possíveis entre escolas e terreiros: estratégias de lutas contra o racismo

Cristiano Sant'Anna de Medeiros, Isadora Souza Silva

Resumo


Este artigo é um recorte de pesquisas de Doutorado que se ocupam em estudar Crianças de terreiros, (CAPUTO 2012), destacando o cargo feminino de Makotas e sua importância na manutenção do grande complexo cultural formado a partir da diáspora africana, em específico os candomblés brasileiros, bem como os processos de discriminação e racismo religioso que essas mesmas crianças passam nos seus cotidianos. Pretende-se compartilhar o quanto de riqueza e sabedoria circulam nos cotidianos de terreiros, atravessando e resistindo ao tempo e o espaço, auxiliando assim na construção identitária e empoderamento de diversas crianças e jovens adeptos da religião. Optamos por um referencial teórico decolonial e cotidianista, representando os saberes oriundos desses locais (ALVES,2010, CAPUTO 2012, 2016, 2018; Santos, 2012, dentre outros). Acreditamos em uma perspectiva insurgente, que traga para os espaços formais do saber, os conhecimentos da chamada gramáticas dos terreiros como forma de estratégia de luta antirracista.  


Palavras-chave


Makotas. Crianças de terreiro. Religião de matriz africana. Racismo religioso

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/teias.2020.49709

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

Licença Creative Commons

Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional