Ensinar religião ou falar de religião? Controvérsias em escolas públicas do Rio de Janeiro

Ana Paula Mendes de Miranda

Resumo


Este artigo apresenta resultados de pesquisas sobre formas de administração institucional de conflitos observados nos espaços públicos do Rio de Janeiro, em decorrência de expressão de diferenças identitárias. Pretende-se discutir como a religião é, ao mesmo tempo, legitimada e deslegitimada na escola. Temos como hipótese que a obrigatoriedade legal de se oferecer, no ensino público, a disciplina de “ensino religioso” evidenciou que os estudantes não a consideram um tema relevante para ser objeto de uma disciplina. No entanto, essa resistência não pode ser considerada uma concepção laica da educação, na medida em que os alunos assumem discursos religiosos para se contrapor a conteúdos consagrados de outras disciplinas.
Palavras-chave: ensino religioso; escola pública; administração de conflitos

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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