“COMO E ATÉ ONDE É POSSÍVEL PENSAR DIFERENTE?”* - micropolíticas de currículos, poéticas, cotidianos e escolas -

Nilda Guimarães Alves, Maria da Conceição Silva Soares, Aristóteles de Paula Berino

Resumo


A suposição de que as políticas curriculares são, antes de tudo, as políticas do Estado ignora que “políticas” são também práticas comuns e que é na variedade de ações cotidianas, escolhidas entre as capacidades e as possibilidades dispostas, que o poder se dispõe em redes microbianas e nas quais é também contestado. Ou seja, pensar as políticas de currículos, exige sua pluralização e a compreensão dos múltiplos espaçostempos nos quais “se realiza”. Sendo assim, quando se pretende, como nesse texto, discutir como os currículos acontecem, o melhor é considerar todos os seus “praticantes” (CERTEAU, 1994), para além da análise de imagem fixada da “grande política”, a política dita “oficial”.
Considerar que os currículos fazem parte da “arte de governar”, observando que trata-se de um campo para formulações e práticas educativas que podem articular interesses de variados grupos na sociedade (grupos econômicos, ativismo social, pertencimentos identitários etc), torna importante verificar como as pessoas recepcionam o que é dirigido às escolas, como partilham diretrizes, normas ou valores, desenhando, com suas expectativas e reações, o currículo “adotado”, ou melhor dizendo, “escrito”, fazendo-o “realizado”. Apesar da aparente força hierárquica dos planejamentos e metas curriculares, é na vida das escolas que são tecidos seus conteúdos mais substantivos, porque praticadospensados nos processos pedagógicos cotidianos.

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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