Pessoa surda e autonomia freireana: o ciberespaço como meio de soerguimento

Jéssica Bittencourt França, Rodrigo Pedro Casteleira

Resumo


Este trabalho pretende expor, ainda que de modo teórico, as possibilidades para a interação, autonomia e disseminação da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) da comunidade surda tendo como intermédio os ciberespaços ou a geografia virtual. Estes entendidos como os meios de acesso às redes de internet que facilitam essa interação com um universo sócio-virtual, sem enfatizar a surdez. Esse livre acesso às redes possibilita aos surdos a possibilidade de comunicação, expressão, retenção de informações, aprendizagem e contato com o mundo externo sem precisar necessariamente do auxílio de uma terceira pessoa ouvinte nesse processo, o que permite maior privacidade e mesmo a autonomia. A autonomia refere-se ao conceito freirenano, por entendermos que ele pode ser um marcador pontual para pensar uma educação não inclusiva, mas mais democrática e de posicionamento de práticas educativas como prática de liberdade.


Palavras-chave


Autonomia. Paulo Freire. Geografia virtual. Comunidade surda.

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DOI: https://doi.org/10.12957/redoc.2021.60056

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