PRESS START PARA APRENDER: VIDEOGAMES E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA

Talisson Subtil Vogelmann, Marcos Guilherme de Souza Ferraz, Andressa Brawerman-Albini

Resumo


A respeito dos processos de aquisição e aprendizado de segunda língua (L2), Krashen (1981) diferencia entre um processo espontâneo e um processo formal de aprendizado da língua, respectivamente. Dentro destes processos, encontram-se pessoas que afirmam que seu conhecimento de L2 vem única, ou primariamente, do seu contato com videogames. Esse tipo de afirmação levanta questionamentos acerca das diferenças entre o aprendizado formal e o processo de aquisição informal. Muitas dessas discussões destacam as relações entre a experiência propiciada pelos videogames e as motivações do aprendiz. Podemos entender esse elemento motivador dos games no ensino de L2 ao olharmos as ideias de Gee (2003) sobre como os videogames conectam a linguagem a significados específicos e contextualizados. No entanto, é necessário ressaltar que a língua se divide em diferentes habilidades. Sendo assim, a presente pesquisa procura lançar um olhar sobre como esses contextos de aprendizados, ensino formal e videogames, conversam com cada uma dessas habilidades linguísticas. Propondo um questionário nos moldes sugeridos por Dörnyei (2003), para aprendizes que afirmam ter tido experiência com os dois contextos, esta pesquisa tem por objetivo entender quais habilidades foram mais favorecidas por cada contexto. Os resultados mostram que algumas habilidades, como o reading, foram apontadas como mais produtivas através dos videogames, enquanto outras, como o writing, apareceram como mais produtivas dentro do ensino formal.  Por fim, o trabalho procura estimular discussões sobre de quais maneiras e em quais momentos utilizar videogames no processo de ensino de inglês pode ser benéfico.


Palavras-chave


Aquisição. Aprendizagem. Videogames. Língua Inglesa. Segunda Língua.

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DOI: https://doi.org/10.12957/redoc.2020.52630

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