FORMAÇÃO DOS GRADUANDOS DE PEDAGOGIA, EDUCAÇÃO INCLUSIVA E TECNOLOGIA ASSISTIVA: O QUE PENSAM OS FUTUROS PROFESSORES

Luciana Meira Ferreira Pinto, Carolina Rizzotto Rizzotto Schirmer

Resumo


Educadores e pesquisadores brasileiros concordam que a perspectiva atual da inclusão dos alunos com deficiência e outras necessidades educacionais especiais exige o repensar da escola, de modo a proporcionar ensino de qualidade para todos os alunos, sem exceção. Para que isso ocorra, a formação de professores torna-se essencial. O principal objetivo desta pesquisa foi investigar a percepção dos graduandos do curso de Pedagogia de uma universidade pública do Rio de Janeiro quanto a abordagem do tema Educação Especial e Inclusiva dentro do currículo do curso e refletir sobre a TA no âmbito da formação inicial de professores. O método do estudo foi um survey envolvendo 18 alunos da graduação de Pedagogia. O estudo foi desenvolvido em salas de aula da Faculdade de Educação onde foi aplicado um questionário. Os dados foram analisados quantitativamente e qualitativamente. Os resultados sugerem que os graduandos de fato não se sentem preparados para atuar com alunos com deficiência e outras NEEs. Trazem ainda pontos importantes para a reflexão sobre o currículo oferecido. Seriam eles: a reorganização das ementas das disciplinas a fim de evitar que um mesmo conteúdo seja dado em mais de uma disciplina, oferta mais diversificada de eletivas, inserção de disciplina de práticas pedagógicas e de estágio curricular na área.

Palavras-chave


Formação Inicial de Professores. Educação Especial. Educação Inclusiva. Tecnologia Assistiva.

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DOI: https://doi.org/10.12957/redoc.2020.48612

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