(RE)ESCREVER(SE) O PAI - DIAS PERDIDOS, DE LÚCIO CARDOSO

Marina Couto RIBEIRO , Fábio Figueiredo CAMARGO

Resumo


A relação estabelecida entre a vida e a escrita sempre foi muito discutida no meio literário. Em alguns casos, acreditava-se ser apenas o texto o objeto de pesquisa importante para o desenvolvimento da crítica. Em outros, biografias eram analisadas, fazendo da memória a principal marca da escrita e uma forma de reconstrução da vida, uma vez que a língua permite que o autor possa, através das palavras, (re)inventar a memória e fazer de sua obra um reflexo, mesmo que nebuloso, da imagem que se constrói do real. Este artigo pretende destacar alguns pontos comuns entre Dias Perdidos, de Lúcio Cardoso, e a vida do próprio autor, pois se pode perceber que as obras deste refletem passagens de sua vida, principalmente no que diz respeito às questões relacionadas à paternidade, traçando um paralelo entre a relação estabelecida entre ele mesmo e seu pai, Joaquim Lúcio Cardoso, e a relação entre Sílvio e Jaques, personagens do romance. Para comprovar essa relação vida/obra, utilizaremos os estudos de Andréa de Paula Xavier Vilela e Ruth Silviano Brandão como embasamento teórico, além de trechos de correspondências do próprio Lúcio Cardoso coletadas em seu Acervo, contido na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.


Palavras-chave


Literatura brasileira. Literatura de Minas Gerais. Lúcio Cardoso. Autobiografia ficcional. Paternidade.

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DOI: https://doi.org/10.12957/pr.2013.7967

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