A FORÇA DA DERIVA: NARRAR E HUMANIZAR / The force of deriva: narrating and humanizing

Iza Terezinha Gonçalves Quelhas

Resumo


Este artigo tece reflexões sobre o ensaio O direito à literatura (2004), de Antonio Candido, com ênfase no ensino da literatura. O ensaio foi apresentado em evento promovido pela Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, em 1988. No texto, destaca-se a potência que o autor identifica na literatura para ultrapassar a barbárie que, naquele momento histórico, no Brasil, ainda se mantinha presente, apesar de reconhecer certo constrangimento social, pelo menos, a qualquer elogio público dessa barbárie. Candido considerava que o ensino da literatura possui várias missões, uma delas, humanizar. A questão que se pretende discutir é a continuidade ou não da expectativa de potência, um “sonho acordado das civilizações” (2004, p. 175), na contemporaneidade, a partir de um breve estudo sobre a importância da lenda, no contexto cultural brasileiro. A lenda que serve de base para este trabalho sinaliza caminhos que colocam a função humanizadora no centro do dizer – literatura oral ou escrita – e, no âmbito do ensino, promove o conhecimento de mundo no presente e no passado, sem desconhecer as possibilidades de construção do futuro, inclusive aquelas de acesso a bens culturais, como o são as bibliotecas de domínio público, entre outras iniciativas que podem concretizar o “direito à literatura” pelo acesso universal.


Palavras-chave


Literatura. Ensino de Literatura. Lenda. Humanização.

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DOI: https://doi.org/10.12957/pr.2019.43272

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