A FORMA DIFÍCIL OU DA ARTEPENSAMENTO EM AMADEO, DE MÁRIO CLÁUDIO / The difficult form or on artthought in Amadeo, by Mário Cláudio

Lúcia Melo Souza

Resumo


A obra do escritor português Mário Cláudio se destaca por estabelecer o diálogo entre a literatura e as outras artes. O romance Amadeo, que faz parte da Trilogia da Mão, juntamente com dois outros romances intitulados Guilhermina e Rosa, ficcionaliza a vida do pintor modernista, e também português, Amadeo de Souza-Cardoso. A relação entre a palavra e a imagem já se insinua no título, bem como nas reproduções de fotos pessoais e telas do artista dentro do livro. O diálogo, porém, entre a palavra e a imagem vem de longa data: de Simónides de Keos, passando por Horácio da famosa sentença “Ut pictura poesis”, pelo Paragone de Da Vinci ao Laocoonte de Lessing a questão se impôs. Trago a discussão para a contemporaneidade a partir do conceito de espaço biográfico, ou seja, uma forma biográfica desenvolvida no romance de Mário Cláudio, a fim de mostrar que este espaço, por se revelar tensivo, é capaz de problematizar as fronteiras dos gêneros tradicionais, como a biografia e o romance, e promover a emergência de uma forma, híbrida e expansiva, em que a atividade crítica e criativa se fundem e confundem, e o pensar e o fazer dão ensejo à configuração de uma artepensamento.


Palavras-chave


Literatura Portuguesa-Mário Cláudio-Amadeo de Souza-Cardoso-Pintura-Neobarroco

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DOI: https://doi.org/10.12957/pr.2017.31625

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