FORMAR O LEITOR-PROFESSOR EM SERVIÇO É POSSÍVEL? É PRECISO

Ana Crélia Dias, Maria Fernanda Leite de Oliveira

Resumo


Este trabalho propõe-se a tecer reflexões acerca do ensino de Literatura, apontando a demanda do contexto escolar como referência para pensar a formação dos alunos de licenciatura em Letras. Uma revisão dos documentos oficiais que se debruçam sobre a escola básica nos apresenta espaço reduzido para as reflexões sobre o texto literário. Embora já se mostrem muitos encaminhamentos em direção à crítica do ensino de literatura no espaço escolar, a formação inicial do licenciando em Letras parece margear essa questão, sem adensamento do olhar da universidade para a formação desse leitor que ora lhe chega. Ainda muito próximos da lógica dicotômica, que aparta ensino e pesquisa, os estudos acadêmicos oferecem recusa  ao pensamento sobre a escola, e o trabalho do professor com o texto literário tende a reproduzir dinâmica obsoleta recuperada, ora de sua memória como aluno de Ensino Médio, ora como pesquisador especialista, amparado em teorias específicas, que fragilizam a potência criadora e investida de multissignificância do objeto de análise. A tensão entre o trajeto que percorre na universidade e o que se apresenta como demanda na vida profissional de um professor de Literatura levou-nos a refletir sobre quem são esses licenciandos hoje e sobre a possibilidade/premência de lançar-nos à tarefa de investir nessa formação de leitor de literatura, aluno da graduação cujo perfil é em muito diferente da expectativa de aluno desejada pelo currículo do curso.

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DOI: https://doi.org/10.12957/pr.2014.16549

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