Avaliação da qualidade dos menus infantis em restaurantes comerciais frente à nova classificação dos alimentos do guia alimentar para a população brasileira

Naiara Almeida Silva, Mary Clara da Costa Monteiro, Ana Maria de Souza Pinto

Resumo


Introdução: A prevalência da obesidade tem aumentado na população brasileira, com destaque no público infantil, associada principalmente a fatores comportamentais que levam a más escolhas alimentares. Objetivo: Avaliar a qualidade de menus infantis em restaurantes de shopping centers da Baixada Santista-SP e sua consonância com as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira considerando a NOVA classificação dos alimentos. Método: O artigo é oriundo de um projeto de pesquisa desenvolvido por uma equipe multidisciplinar e interinstitutos, composta por pesquisadores do curso de Nutrição. Utilizou-se um questionário como instrumento de coleta de dados, aplicado em todos os shopping centers de quatro cidades da Baixada Santista – Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá –, com questões para caracterização e avaliação da qualidade dos menus infantis. O instrumento foi aplicado individual e simultaneamente por duas pesquisadoras, comparando seus respectivos aspectos nutricionais aos conceitos de alimentação saudável estabelecidos no Guia Alimentar para a População Brasileira; posteriormente, os dados coletados foram transcritos para uma plataforma digital. Foram visitados 60 restaurantes distribuídos em quatro cidades, dos quais apenas 13% tinham a oferta de menu infantil. Resultados: De acordo com a caracterização dos restaurantes, identificou-se que 50% deles são de grandes redes, em sua maioria fast food. Algumas preparações classificadas como ultraprocessadas, como batatas fritas, hambúrgueres e empanados, são ofertadas em 87,5%, 62,5% e 87,5% dos restaurantes, respectivamente. Preparações que exigem técnicas de preparo mais específicas, como macarrões, foram encontradas em 37,5% dos restaurantes. A utilização de queijo como coberturas e recheios foi identificada em 100% dos restaurantes. Bebidas classificadas como ultraprocessadas foram ofertadas em 12,5% dos restaurantes. Conclusão: Foi possível identificar que não são exibidos os valores nutricionais e de alérgenos nas preparações. Observou-se que a qualidade dos menus infantis oferecidos nos restaurantes é limitada em relação à variedade dos alimentos e com grande oferta de alimentos ultraprocessados, estando em desacordo com as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira.

 


Palavras-chave


Alimentação coletiva. Alimentação infantil. Obesidade. Restaurantes.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2021.59748

e-ISSN: 2238-913X


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