PERCEPÇÃO DA IMPORTÂNCIA E ADESÃO AO TRATAMENTO DIETÉTICO DE PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

Cristina Henschel Matos, Anny Lopes Paulo, Samara Ferrreira de Souza Carvalho, Izabella Imianovsky, Vanessa Imianowsky, Claiza Barretta, Luciane Peter Grillo

Resumo


As doenças inflamatórias intestinais (DII), representadas pela doença de Crohn e retocolite ulcerativa, resultam em modificações no consumo alimentar e alterações nutricionais. O objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção da importância e a adesão ao tratamento dietético de pacientes com DII. A população foi composta por pacientes do ambulatório interdisciplinar de DII da Unidade de Saúde Familiar e Comunitária de Itajaí, SC. Aplicou-se um questionário semiestruturado contendo dados de identificação, qualidade do atendimento e adesão às orientações nutricionais contidas no protocolo de atendimento das nutricionistas. Foi avaliado o estado nutricional através das medidas antropométricas e do diagnóstico nutricional no início do tratamento e no momento da coleta de dados.Para análise estatística, utilizou-se o programa STATA 13.0. Dos 56 entrevistados, 98% consideram importante receber orientações sobre alimentação e 93% afirmaram que as orientações nutricionais auxiliaram no tratamento da doença. Houve prevalência de excesso de peso em 52% dos avaliados após o acompanhamento com a nutrição, com diminuição da desnutrição. Mais de 70% dos pacientes aderiram às orientações, sendo que a média de orientações aderidas para melhora do IMC foi de 7,61, e para a percepção de auxílio no tratamento foi de 7,69. A orientação de maior adesão foi “diminuir o consumo de gorduras” e a de menor, “consumir somente o caldo do feijão”. Diante dos resultados, observou-se o reconhecimento da importância do atendimento nutricional e sua necessidade para o controle dos sintomas, bem como a melhora do estado nutricional e adesão de grande parte da conduta dietética. DOI: 10.12957/demetra.2016.19217

Palavras-chave


Colite ulcerativa; doença de crohn; estado nutricional; consumo alimentar;dietoterapia.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2016.19217

e-ISSN: 2238-913X


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