INFÂNCIA, EXPERIÊNCIA E MEMÓRIA NA OBRA O DIA EM QUE NÃO VOLTEI A CASA, DE NGO NUNI

Diana Navas, Evandro Fantoni Rodrigues Alves

Resumo


As ideias de Infância, Experiência e Memória são muito caros e estão muito presentes na Literatura, seja no âmbito da produção ficcional propriamente dita, seja no âmbito da crítica literária. O presente artigo visa estabelecer uma relação entre essas três ideias e a obra O dia em que não voltei a casa, de Ngo Nuni. Para isso, apresentamos de forma sintética as formulações teóricas de Philippe Ariès, Neil Postman, Walter Benjamin, Giorgio Agamben, Perry Anderson e Jeane Marie Gagnebin – para as ideias de Infância, Experiência e Memória, respectivamente – bem como alguns dos principais fatos históricos acerca do Movimento pela Libertação de Cabinda, a partir das palavras de Eric Hobsbawn, Leila Leite Hernandez, e Eugênio Costa Almeida. A partir daí, procedemos à análise de algumas das narrativas apresentadas por Ngo Nuni em sua obra, procurando entender de que forma o cenário de guerra impactou em sua infância, e que tipo de experiências e memórias foram cristalizadas em O dia em que não voltei a casa, uma obra que ao mesmo em que possui uma elevada qualidade estética, denuncia os incontáveis crimes cometidos contra o povo de Cabinda.

Palavras-chave


Literatura. Infância. Experiência. Memória. Angola. Cabinda. Biografia.

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DOI: https://doi.org/10.12957/seminal.2022.59555

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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