Desfechos obstétricos e neonatais associados à analgesia neuroaxial no trabalho de parto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/reuerj.2025.82379

Palavras-chave:

Enfermagem Obstétrica, Trabalho de Parto, Dor do Parto, Analgesia Obstétrica, Recém-Nascido

Resumo

Objetivo: analisar os desfechos obstétricos e neonatais associados ao uso de analgesia neuroaxial durante o trabalho de parto. Método: estudo descritivo, documental. com abordagem quantitativa, realizado entre os meses de março e agosto de 2022, após aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa. Dados analisados descritiva e inferencialmente. Resultados: entre 240 parturientes, a técnica peridural foi a mais utilizada (87%), 70% das parturientes evoluíram com parto vaginal, 44,2% realizaram amniotomia, 35% utilizaram ocitocina e 10,2% apresentaram perda da mobilidade. Sobre os recém-nascidos, 36,2% necessitaram de intervenções, com 99% de (aspiração de vias aéreas, 10,3% ventilação por pressão positiva e 9,1% cateterismo venoso; 3,3% foi encaminhado para unidade intensiva neonatal. Conclusão: o uso da analgesia neuroaxial mostrou-se seguro, podendo ser ofertada para controle da dor de parturientes, a fim de reduzir cesáreas eletivas, não tendo influência negativa para o desfecho materno e neonatal, porém esteve relacionada com maior tendência a intervenções obstétricas, quando comparada com gestantes que não a utilizaram.

Biografia do Autor

Guilherme Frederico Abdul Nour, Universidade Federal do Ceará

Enfermeiro. Mestre. Aluno do Curso de Doutorado em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará. Assistente na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Fortaleza, CE, Brasil.

Maíra Maria Leite de Freitas, Centro Universitário Estácio

Enfermeira. Especialista. Aluna do curso de Medicina do Centro Universitário Estácio. Canindé, CE, Brasil.

Luana de Sousa Oliveira, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira. Especialista. Enfermeira assistente no Hospital Hapvida. Fortaleza, CE, Brasil.

Cinthia Maria Gomes da Costa Escoto Esteche, Universidade Federal de São Paulo

Enfermeira. Mestre. Aluna do Curso de Doutorado em Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo, SP, Brasil.

Juliana Oliveira Brito, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará. Enfermeira assistente na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Fortaleza, CE, Brasil.

Laura Pinto Torres de Melo, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual do Ceará. Assistente na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Fortaleza, CE, Brasil.

Tatiane da Silva Coelho, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira. Doutora. Professora Assistente da Universidade Federal do Ceará. Assistente na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Fortaleza, CE, Brasil.

Ana Kelve de Castro Damasceno, Universidade Federal do Ceará

Enfermeira. Doutora. Professora Adjunta da Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, CE, Brasil.

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Publicado

23.06.2025

Como Citar

1.
Nour GFA, Freitas MML de, Oliveira L de S, Esteche CMG da CE, Brito JO, Melo LPT de, et al. Desfechos obstétricos e neonatais associados à analgesia neuroaxial no trabalho de parto. Rev. enferm. UERJ [Internet]. 23º de junho de 2025 [citado 4º de fevereiro de 2026];33(1):e82379. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/enfermagemuerj/article/view/82379

Edição

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