o concreto, o abstrato e o mágico
repensando a psicologia da educação com gilbert simondon
DOI:
https://doi.org/10.12957/childphilo.2026.95768Palavras-chave:
gilbert simondon, individuação, desenvolvimento infantil, pensamento mágico, psicologia da educaçãoResumo
Neste artigo, estruturado sob a forma de um ensaio teórico, discutimos detalhadamente a relação estabelecida entre o pensamento concreto, o abstrato e o mágico no desenvolvimento infantil à luz da filosofia de Gilbert Simondon. Inicialmente, apresentamos os pontos basilares da noção de individuação proposta pelo filósofo e as suas consequências diretas para a conceituação do desenvolvimento infantil contemporâneo. Em seguida, analisamos como as epistemologias hegemônicas da psicologia da educação têm conceituado tradicionalmente a aprendizagem na sua relação intrínseca com o pensamento abstrato e o concreto. Posteriormente, revisitamos com profundidade as noções de concreção e de abstração desenvolvidas por Simondon, bem como a sua peculiar e original definição de pensamento mágico. Nas conclusões, refletimos criticamente sobre a abordagem do pensamento e do desenvolvimento infantil na sua estreita articulação com o modo de vida e a racionalidade política ocidental, pontuando possíveis transgressões e insurgências teóricas que se abrem à medida que recuperamos pistas valiosas legadas pela filosofia social e técnica, em especial na densa obra de Simondon. Ao fazê-lo, o texto busca oferecer novos horizontes para a compreensão da subjetividade, propondo um diálogo necessário entre a técnica, o psiquismo e as estruturas coletivas que moldam a experiência da criança na atualidade.
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