o “chão da escola”

o devir-chão como imanência das infâncias

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/childphilo.2026.95455

Palavras-chave:

educação infantil, infância, devir, imanência, chão

Resumo

Como professor de educação infantil da rede pública de ensino, venho me questionando sobre a prática de nomear o trabalho realizado por professoras e professores da educação infantil como “chão da escola”. Este termo pode nos levar para diversos caminhos de pensamento, pois o “chão” pode nos enunciar um espaço onde pisamos, onde o corpo encontra o solo, onde as brincadeiras e os brincares são potencializados por esses corpos, mas também pode nos remeter a enunciação de um espaço filosófico e conceitual, onde as infâncias vivem suas experiências, onde os conceitos se transformam em vivências um dos locais de existência para que essas infâncias se formem enquanto potência. O chão é um lugar de pertencimento para aquelas e aqueles que ainda não se comportam com a adultez exigida pela sociedade capitalista e, ainda mais, é o território habitado por aquelas e aqueles que consideramos infantes. Tentaremos distinguir, neste trabalho, quem são aqueles e aquelas que ocupam essas duas percepções que temos sobre “o chão da escola”. Partindo de autores da filosofia da diferença como Deleuze, Guattari e Foucault e trazendo os escritos sobre as infâncias de Leite e Kohan, discutiremos sobre as possibilidades desse “chão” através de agenciamentos, potências e afetos que se constituem neste espaço.

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Biografia do Autor

guilherme rodrigues de oliveira, UNESP

Sou mestrando em educação pela UNESP, campus Rio Claro, junto ao programa de pós graduação em educação desde o ano de 2024. Professor de educação infantil do município de Piracicaba, interior de são paulo, desde 2023 e um pesquisador das infãncias que busca construir sua pesquisa a partir da experiência, da vivência e da prática na educação infantil.

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Publicado

2026-07-31

Edição

Seção

dossier "variações em tom menor em redor da infância, psicologia e educação"