CONCENTRAÇÃO RESIDUAL DE DICLORODIFENILTRICLOROETANO (DDT) NOS MANANCIAIS SUPERFICIAIS BRASILEIROS
DOI:
https://doi.org/10.12957/ric.2025.95547Resumo
O estudo avaliou as concentrações residuais de diclorodifeniltricloroetano (DDT) e de seus metabólitos (DDD e DDE) em mananciais superficiais brasileiros durante o primeiro semestre de 2025, com base em dados oficiais do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA). O objetivo foi avaliar os níveis atuais de contaminação por DDT após sua proibição legal e compará-los aos padrões nacionais e internacionais de qualidade da água. Adotou-se uma abordagem quali-quantitativa, combinando análise de dados secundários e revisão de literatura, considerando a escassez de estudos recentes sobre pesticidas organoclorados em ambientes aquáticos no país. Foram identificados 228 registros referentes a águas superficiais em quatro regiões brasileiras. Os valores de Limite de Detecção (LD) variaram de 0,00001 a 0,1 µg/L, e os de Limite de Quantificação (LQ), de 0,00025 a 1,0 µg/L. As baixas concentrações observadas, compatíveis com contaminação pretérita e com a longa meia-vida ambiental do DDT (4–30 anos), indicam persistência residual e não uso ilegal atual. Nenhuma amostra excedeu os limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005 e pela Portaria GM/MS nº 888/2021; contudo, alguns valores se aproximaram do limite da Diretiva Europeia 2020/2184 (0,1 µg/L). A ausência de dados na região Norte e a desigualdade na distribuição das amostras reforçam a necessidade de ampliação do monitoramento. Conclui-se que, embora os níveis atuais não representem risco imediato, a persistência do DDT exige vigilância contínua, estratégias regionais de monitoramento e revisão periódica da legislação nacional.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 l b

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os Direitos Autorais dos artigos publicados na revista Revista Internacional de Ciências pertencem ao(s) seu(s) respectivo(s) autor(es), com os direitos de primeira publicação cedidos à RIC.
Os artigos publicados são de acesso público, de uso gratuito, com atribuição de autoria obrigatória, para aplicações de finalidade educacional, de pesquisa de acordo com o modelo de licenciamento Creative Commons 4.0 adotado pela revista.
A Revista Internacional de Ciências utiliza uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
