CONCENTRAÇÃO RESIDUAL DE DICLORODIFENILTRICLOROETANO (DDT) NOS MANANCIAIS SUPERFICIAIS BRASILEIROS

Autores

  • Glaucia Maria Brenny Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Nilo Antônio de Souza Sampaio Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Rosane Cristina de Andrade Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.12957/ric.2025.95547

Resumo

O estudo avaliou as concentrações residuais de diclorodifeniltricloroetano (DDT) e de seus metabólitos (DDD e DDE) em mananciais superficiais brasileiros durante o primeiro semestre de 2025, com base em dados oficiais do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA). O objetivo foi avaliar os níveis atuais de contaminação por DDT após sua proibição legal e compará-los aos padrões nacionais e internacionais de qualidade da água. Adotou-se uma abordagem quali-quantitativa, combinando análise de dados secundários e revisão de literatura, considerando a escassez de estudos recentes sobre pesticidas organoclorados em ambientes aquáticos no país. Foram identificados 228 registros referentes a águas superficiais em quatro regiões brasileiras. Os valores de Limite de Detecção (LD) variaram de 0,00001 a 0,1 µg/L, e os de Limite de Quantificação (LQ), de 0,00025 a 1,0 µg/L. As baixas concentrações observadas, compatíveis com contaminação pretérita e com a longa meia-vida ambiental do DDT (4–30 anos), indicam persistência residual e não uso ilegal atual. Nenhuma amostra excedeu os limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005 e pela Portaria GM/MS nº 888/2021; contudo, alguns valores se aproximaram do limite da Diretiva Europeia 2020/2184 (0,1 µg/L). A ausência de dados na região Norte e a desigualdade na distribuição das amostras reforçam a necessidade de ampliação do monitoramento. Conclui-se que, embora os níveis atuais não representem risco imediato, a persistência do DDT exige vigilância contínua, estratégias regionais de monitoramento e revisão periódica da legislação nacional.

Biografia do Autor

Glaucia Maria Brenny, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

MSc.

Nilo Antônio de Souza Sampaio, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DSc.

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Publicado

2025-12-09

Como Citar

Brenny, G. M., Sampaio, N. A. de S., & Andrade, R. C. de. (2025). CONCENTRAÇÃO RESIDUAL DE DICLORODIFENILTRICLOROETANO (DDT) NOS MANANCIAIS SUPERFICIAIS BRASILEIROS. Revista Internacional De Ciências, 15(2), 111–123. https://doi.org/10.12957/ric.2025.95547

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