PRÁTICAS CIBERATIVISTAS NA PANDEMIA: QUANDO A REDE MOBILIZA ATOS DE RESISTÊNCIA À NECROPOLÍTICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/riae.2022.70985

Palavras-chave:

Ciberativismo, Necropolítica, Pandemia, Educação

Resumo

O texto, recorte de pesquisa de mestrado recentemente finalizada, analisa práticas ciberativistas cartografadas em tempos de COVID-19. O foco do trabalho foi discutir três episódios que ocorreram no final de 2021 e que repercutiram nas redes: 1) a participação de Bolsonaro e sua comitiva na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU); 2) a manifestação a favor do governo ocorrida no dia primeiro de agosto de 2021 em São Paulo (SP); e 3) a manifestação contrária ao governo ocorrida no dia sete de setembro no Rio de Janeiro (RJ). Adotamos a cartografia online como metodologia de pesquisa, privilegiando princípios como a atenção e o afetamento frente aos acontecimentos contemporâneos investigados. Após dois anos (con)vivendo com o vírus da COVID-19, vimos olhando atentamente para as redes e aprendendo como os sujeitos vêm engajando-se coletivamente para orquestrar atos de resistência à necropolítica, questionando as políticas de morte de um governo que reitera discursos negacionistas em plena pandemia.

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Publicado

13-11-2022

Como Citar

TEIXEIRA, Marcelle Medeiros; JUNIOR, Dilton Ribeiro Couto. PRÁTICAS CIBERATIVISTAS NA PANDEMIA: QUANDO A REDE MOBILIZA ATOS DE RESISTÊNCIA À NECROPOLÍTICA. Revista Interinstitucional Artes de Educar, [S. l.], v. 8, p. 163–181, 2022. DOI: 10.12957/riae.2022.70985. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/riae/article/view/70985. Acesso em: 13 jul. 2024.