Nísia Floresta e o pioneirismo “invisível” do feminismo brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/riae.2021.63431

Palavras-chave:

feminismo, educação, Nísia Floresta

Resumo

Em um Rio de Janeiro oitocentista, sob a égide de uma sociedade patriarcal, os principais papéis desempenhados pelas mulheres eram os de mãe e dona-de-casa. Naquela realidade, no entanto, uma figura chamada Nísia Floresta ousou contrariar esta lógica predominante. Seu trabalho e sua militância em defesa dos direitos das mulheres foram pioneiros no Brasil. Sua luta abriu vias para que hoje nós mulheres possamos estar em sala de aula, pesquisando, publicando em periódicos científicos e debatendo a atualidade de seus pensamentos. Contudo, sua trajetória e toda sua contribuição pioneira intelectualmente e na militância ainda é pouco divulgada. Assim, buscamos com este artigo, através de revisão bibliográfica, resgatar uma parte da história desta pioneira “invisível” do feminismo no Brasil.

Referências

ALENCASTRO, Luiz Felipe de e NOVAIS, Fernando (org.). História da Vida Privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

ALMEIDA, Adjovanes Thadeu Silva de. Nísia Floresta: Mulher e Educadora no Brasil Imperial. In: Encontros: Revista do Departamento de História do Colégio Pedro II, nº3, março, 2004, p. 57-66.

ANDRADE, Vera Lúcia Cabana de Queiroz. Colégio Pedro II – Um Lugar de Memória.Rio de Janeiro. UFRJ. Tese de Doutorado, 1999.

ARIÈS, Philippe e DUBY, Georges (org.). História da Vida Privada. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

BARMAN, Roderick J. Princesa Isabel do Brasil: Gênero e Poder no Século XIX. São Paulo: UNESP, 2005.

CASTRO, Luciana Martins. A contribuição de Nísia Floresta para a educação feminina: pioneirismo no Rio de Janeiro oitocentista. Outros tempos - Dossiê História e Educação, volume 7, número 10. Rio de Janeiro, 2010. p. 237-256.

DUARTE, Constância Lima. Nísia Floresta: Vida e Obra. Natal: UFRN, 1995.

________, Constância Lima (org.). Cartas: Nísia Floresta e Auguste Comte. Florianópolis: Mulheres, 2002.

________, Constância Lima. De Papari para o Mundo. In: Revista de História da Biblioteca Nacional, nº 6, dezembro, 2005, p. 53-56.

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2004, p. 161 - 171.

FILHO, Adolfo Morales de los Rios. O Rio de Janeiro Imperial. Rio de Janeiro: Topbooks, 2000.

FREYRE, Gilberto. Sobrados e Mucambos. São Paulo: Global, 2004.

FLORESTA, N. Direitos das mulheres e injustiça dos homens. São Paulo: Editora Cortez, 1989.

________. Vida Social no Brasil nos Meados do Século XIX. Recife: Massangana, 1985.

GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2000.

LEITE, Miriam. A Condição Feminina no Rio de Janeiro, Século XIX. São Paulo: EDUSP, 1993.

LOBO, Yolanda e FARIA, Lia. Vozes Femininas do Império e da República. Rio de Janeiro: FAPERJ, 2008.

LOURO, Guacira Lopes. Mulheres na sala de aula. In: DEL PRIORE, Mary (org.).

História das mulheres no Brasil. 3ª ed. São Paulo: Contexto, 2000.

MARCÍLIO, Maria Luíza. História da Escola em São Paulo e no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2005.

PERROT, Michelle. Minha História das Mulheres. São Paulo: Contexto, 2007.

________. As Mulheres ou Os Silêncios da História. Bauru: EDUSC, 2005.

PRIORI, Mary Del (org.). História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997.

RENAULT, Delso. O Rio Antigo nos Anúncios de Jornais. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1985.

SABINO, Ignez. Mulheres Ilustres do Brasil. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1899. Edição facsimular. Editora, 1996.

SAMSON, Adèle Toussaint. Uma Parisiense no Brasil. Rio de Janeiro: Capivara, 2003.

SOIHET, Raquel. Condição Feminina e Formas de Violência, Mulheres Pobres e Ordem Urbana, 1890 – 1920. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.

TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve História do Feminismo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1993.

Downloads

Publicado

17-11-2021

Como Citar

MENDONÇA, Amanda; MARTINS, Luciana. Nísia Floresta e o pioneirismo “invisível” do feminismo brasileiro. Revista Interinstitucional Artes de Educar, [S. l.], v. 7, n. 2, p. 821–838, 2021. DOI: 10.12957/riae.2021.63431. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/riae/article/view/63431. Acesso em: 20 abr. 2024.