CELEBRANDO A NORMATIZAÇÃO DA VIDA: (RE)PENSANDO OS CORPOS INFANTIS ARBITRARIAMENTE GENERIFICADOS EM VÍDEOS DE “CHÁS DE REVELAÇÃO” DO YOUTUBE

Autores

  • Dilton Ribeiro Couto Junior Pós-doutorando (bolsista PNPD/CAPES) e professor no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES). http://orcid.org/0000-0002-5221-7135
  • Ivan Amaro Professor Associado da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense e do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Líder do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES). http://orcid.org/0000-0002-8813-5510
  • Renato Romeritto Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES). http://orcid.org/0000-0002-7750-1538
  • Ruann Moutinho Ruani Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES). https://orcid.org/0000-0002-6712-9285

DOI:

https://doi.org/10.12957/riae.2020.46467

Palavras-chave:

YouTube, normas regulatórias de gênero, criança, educação.

Resumo

Fruto de pesquisa de pós-doutorado em educação em andamento, o texto é focado em refletir sobre o enquadramento dos corpos infantis em categorias estáticas, hierarquizantes e binárias expressos em vídeos de “chás de revelação” publicizados no YouTube. Para isso, operamos de forma teórica e metodológica através da abordagem cartográfica e adotamos o YouTube como lócus de pesquisa, rede social que já se constitui como parte do cenário sócio-técnico contemporâneo. As narrativas presentes nos “chás de revelação” trouxeram alguns apontamentos reflexivos preliminares, incluindo a necessidade de problematizarmos as tradições culturais que reforçam a compreensão estereotipada do gênero desde os primeiros anos da criança.

Biografia do Autor

Dilton Ribeiro Couto Junior, Pós-doutorando (bolsista PNPD/CAPES) e professor no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES).

Pós-doutorando (bolsista PNPD/CAPES) e professor no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES).

Ivan Amaro, Professor Associado da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense e do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Líder do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES).

Professor Associado da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense e do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Líder do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES).

Renato Romeritto, Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES).

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES).

Ruann Moutinho Ruani, Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES).

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (PPGECC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Baixada Fluminense (UERJ/FEBF). Membro do Núcleo de Estudos Diferenças, Educação, Gênero e Sexualidades (NUDES).

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Publicado

21-05-2020

Como Citar

COUTO JUNIOR, Dilton Ribeiro; AMARO, Ivan; ROMERITTO, Renato; RUANI, Ruann Moutinho. CELEBRANDO A NORMATIZAÇÃO DA VIDA: (RE)PENSANDO OS CORPOS INFANTIS ARBITRARIAMENTE GENERIFICADOS EM VÍDEOS DE “CHÁS DE REVELAÇÃO” DO YOUTUBE. Revista Interinstitucional Artes de Educar, [S. l.], v. 6, n. 2, p. 469–488, 2020. DOI: 10.12957/riae.2020.46467. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/riae/article/view/46467. Acesso em: 23 maio. 2024.

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