O Não Querer Saber e Ver: População em Situação de Rua e Segregação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/epp.2026.92191

Palavras-chave:

psicanálise, sintoma social, segregação, população em situação de rua

Resumo

Este artigo é resultado de uma pesquisa de mestrado que investigou a prática psicanalítica na clínica em contextos de vulnerabilidade social. Parte-se da análise da população em situação de rua enquanto Sintoma Social - manifestação que expõe as fraturas do coletivo e emerge como tentativa de simbolizar o impossível de ser enunciado no laço social. Articulando o conceito de sintoma social com segregação o texto instiga os questionamentos: que verdade insuportável esse sintoma encobre? O que não queremos ver quando segregamos esses sujeitos em situação de rua?  E mais radicalmente: que aspecto de nossa própria humanidade recusamos enxergar quando relegamos esses sujeitos às margens do espaço social? Deve-se pensar o sujeito não somente na esfera singular, mas também na esfera social e pública. Por isso, concluímos, que a psicanálise não se limita a ser uma prática clínica, mas se expõe como um campo de reflexão crítica sobre as ideologias que sustentam a segregação e a exclusão.

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Publicado

09-10-2026

Como Citar

Ayres Tibiriçá, V., & Pires Calzavara, M. G. (2026). O Não Querer Saber e Ver: População em Situação de Rua e Segregação. Estudos E Pesquisas Em Psicologia, 26. https://doi.org/10.12957/epp.2026.92191

Edição

Seção

Psicanálise