Fora e Dentro das Prisões: Ocupações Territoriais e Localizações Sociais de Duas Etnógrafas no Cárcere
DOI:
https://doi.org/10.12957/epp.2026.91661Palavras-chave:
prisões, etnografias, famílias, visitas, territórioResumo
Tendo como foco as relações familiares em prisões, foram realizadas duas etnografias: uma no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier e a outra na Cadeia Pública de Porto Alegre, ambas localizadas no sul do Brasil. As etnógrafas conduziram seus estudos em dias de visita aos cárceres, porém uma se centrou na fila e no comércio do lado de fora da penitenciária feminina, enquanto a outra adentrou a sala de visitas da cadeia masculina. A partir dos relatos desses estudos, buscou-se, no presente manuscrito, discutir as implicações das ocupações espaciais e das localizações sociais atribuídas a cada uma das etnógrafas em campo. Como resultados, observam-se as distinções entre pesquisas, especialmente as interdições institucionais no estudo dentro da prisão. Contudo, acerca das localizações sociais, notam-se aproximações nas experiências das pesquisadoras, pois ambas foram posicionadas pelos interlocutores como pessoas que poderiam interferir positiva ou negativamente no cotidiano prisional. Tais questões evidenciam a não neutralidade no processo de pesquisar.
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