Sexo Nonsense: Ontologia entre Pulsão e Norma

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/epp.2026.87039

Palavras-chave:

psicanálise, sexo, ontologia

Resumo

Este artigo tem como objetivo retomar a primazia da ausência de sentido como ponto nodal constitutivo da ontologia psicanalítica. Trata-se de um estudo teórico-conceitual qualitativo com um percurso que consiste na revisitação e problematização de conceitos centrais implicados na constituição do sujeito e nas formas de inscrição do sexual na teoria. Analisando criticamente as formas como a psicanálise lida com o campo do sexual na conceitualização teórico-clínica, apontamos como disposições políticas guiaram escolhas conceituais proporcionando leituras normativas e conservadoras sobre a sexualidade. Retomamos a pulsão enquanto conceito fundamental psicanalítico que permeia a emergência do sujeito em sua coexistência com o sexual, a entrada da biopolítica por meio do Complexo de Édipo e as formas de enfrentamento das imbricações do campo do sexual pelo retorno à ausência de sentido ontológico do sexo. Assim, por meio das críticas direcionadas à psicanálise, delimitamos como as contradições relativas ao sexual são intrínsecas ao próprio objeto e à constituição da teoria psicanalítica. Por fim, defendemos que uma posição psicanalítica frente à sexualidade deve sustentar a ausência de sentido do sexo como núcleo ontológico, recuperando a radicalidade do legado freudiano, de modo a evitar que a teoria padeça das mesmas construções e afirmações que critica.

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Publicado

13-08-2026

Como Citar

Maiuri Prioste, G., & Eduardo Silva Ambra, P. (2026). Sexo Nonsense: Ontologia entre Pulsão e Norma. Estudos E Pesquisas Em Psicologia, 26. https://doi.org/10.12957/epp.2026.87039

Edição

Seção

Psicanálise