Paradigma essencialista e excepcionalidade determinista nos/dos Estudos Japoneses (algumas hipóteses)
DOI:
https://doi.org/10.12957/principia.2026.100088Λέξεις-κλειδιά:
Mori Ōgai, desconstrução, Modernidade Japonesa, Era Meiji, representação intelectualΠερίληψη
O texto analisa desconstrutivamente a relação entre literatura, arquivo e modernidade no Japão, com foco na ruptura simbólica associada ao suicídio do general Nogi e suas reverberações na produção ficcional e intelectual, principalmente as de Mori Ōgai. Sustenta-se, como prolegômeno teórico, que a Era Meiji não pode ser compreendida como um processo linear de modernização, mas como um campo de disputas entre projetos políticos, estéticos e ideológicos em tensão permanente. Nesse contexto, a literatura e os debates de Mori Ōgai aparecem como espaços privilegiados de exposição dessas contradições, evidenciando a ausência de consenso entre intelectuais e grupos de poder. O texto também problematiza o uso do arquivo sugerindo que, tanto a escavação de materiais, quanto a releitura de fontes já conhecidas, revelam a incomensurabilidade de já termos determinado todas as possíveis interpretações históricas dos acontecimentos pós-1868. Por fim, o texto dialoga com debates sobre comunidade, auto-orientalismo e excepcionalismo japonês, tensionando abordagens etapistas e teleológicas, buscando propor uma leitura mais crítica do papel da intelectualidade na produção e na manutenção de ideias que se naturalizam ao longo do tempo.
Αναφορές
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