A ESCOLA COMO ESPAÇO DE OCUPAÇÃO POLÍTICO-PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO DO CAMPO
estudo documental no contexto do projeto educativo do MST
DOI:
https://doi.org/10.12957/periferia.2026.93736Palavras-chave:
Escola do MST , Escola do Campo , Educação do Campo , Pedagogia do Movimento , Análise Textual DiscursivaResumo
O artigo analisa a concepção de escola a partir do Caderno de Educação nº 14, elaborado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Por meio de pesquisa documental e bibliográfica, busca-se compreender como o MST ressignifica a escola enquanto espaço de luta política, formação humana integral e construção de alternativas pedagógicas diante das limitações impostas pela crise estrutural da educação capitalista. A Análise Textual Discursiva (ATD) foi adotada como metodologia de análise do corpus documental. Os resultados evidenciam uma oposição entre a proposta emancipatória da Pedagogia do Movimento e as estruturas da escola convencional, destacando o conceito de ocupação político-pedagógica como eixo central para a transformação institucional. O MST propõe uma reinvenção da escola, articulando terra, trabalho e educação. Apesar do avanço conceitual, o estudo aponta desafios persistentes, como a influência de imaginários sociais conservadores e as adversidades materiais presentes nas realidades rurais. Conclui-se que, ao transformar a escola em instrumento de descolonização pedagógica e resistência, o MST reafirma seu papel estratégico na promoção da humanização, dignidade e justiça social para os povos do campo, das águas e das florestas, fortalecendo processos coletivos e emancipatórios no contexto da educação do campo brasileira.
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