UMA FAVELADA NA UNIVERSIDADE
reflexões sobre a formação docente na e para perspectiva inclusiva
DOI:
https://doi.org/10.12957/periferia.2026.92951Palavras-chave:
Formação docente , Perspectiva inclusiva , FavelaResumo
Este artigo objetivou refletir e problematizar os processos de inclusão/exclusão experienciados por uma estudante favelada em formação inicial no curso de Licenciatura em Educação Física. As reflexões construídas foram embasadas em um conceito amplo, dialético, processual, infindável e interseccional de inclusão (Sawaia, 2022; Booth; Ainscow, 2012; Santos; Fonseca; Melo, 2009; Collins; Bilge, 2021), além de se apoiarem nas elaborações sobre a formação docente na e para perspectiva inclusiva (Fonseca, 2021). Por meio de Escrevivências (Evaristo, 2020) e narrativas autobiográficas sobre a formação docente da primeira autora (Passeggi; Souza; Vicentini, 2011), as experiências formativas foram entrelaçadas aos marcadores sociais da diferença que a compõem, bem como seus atravessamentos inclusivos/excludentes. Através das experiências socializadas neste estudo, constrói-se compreensões que consideram que as relações entre favelas, escola e formação docente são entremeadas por tensões de acesso, permanência, violência, pertencimento e políticas públicas. Evidenciou-se que a perspectiva inclusiva permeou diferentes dimensões da formação inicial da autora, seja quando esta foi considerada em suas singularidades na formação, seja quando situações excludentes experienciadas foram ressignificadas para a ação docente na escola. Conclui-se que a form(ação) docente materializada em programas e projetos desenvolvidos na escola pública situada na favela de origem da autora, potencializou processos formativos mais humanizados e inclusivos para todas as pessoas envolvidas.
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