A INTERFACE ENTRE SOCIOLINGUÍSTICA E NEURODIVERSIDADE: O FENÔMENO DA CODA SILÁBICA NA ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM TEA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/pr.2026.99413

Palavras-chave:

Sociolinguística, Transtorno do Espectro Autista, Alfabetização, Coda Silábica, Fonoaudiologia Educacional

Resumo

Este artigo analisa a interface entre fala e escrita no processo de alfabetização de sujeitos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sob a óptica da Sociolinguística em articulação com a Fonoaudiologia Educacional e a Cognição. O foco da investigação recai sobre a representação ortográfica das codas silábicas, especificamente os arquifonemas róticos, sibilantes e o traço de nasalidade, observando de que modo a variação ordenada da oralidade urbana e periférica impacta o registro gráfico de aprendizes em diferentes níveis de verbalidade. A metodologia de natureza qualitativa consistiu na análise de um corpus de produções escritas eliciadas de seis sujeitos, com idade entre 8 e 10 anos, acompanhados em ambiente clínico no Rio de Janeiro. Os resultados revelam que o apagamento de travadores silábicos na escrita é condicionado por variáveis estruturais, como a posição da coda em sílaba medial versus final e a extensão do vocábulo, além de mostrar-se sensível ao grau de verbalidade dos participantes do estudo. Conclui-se que as produções grafêmicas divergentes na neurodiversidade refletem padrões sistemáticos da gramática de uso e da frequência do input, evidenciando a necessidade de implementar-se uma prática pedagógica que integre consciência fonológica e reconhecimento da heterogeneidade dialetal no processo de inclusão escolar.

Biografia do Autor

Luana da Conceição Pedro, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fonoaudióloga formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Linguística pela mesma instituição. Atua na interface entre Fonoaudiologia e Linguística, com interesse nos estudos da linguagem, fala e comunicação. Possui experiência em pesquisa e prática clínica, com foco na relação entre variação linguística, desenvolvimento da linguagem e processos terapêuticos.

Maria Cecília de Magalhães Mollica, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professora Titular em Linguística da UFRJ. Pesquisadora Pq-SR CNPq. Docente permanente do PPGLIN/UFRJ e do PROFLETRAS/ UFRJ. Integra a equipe dos pesquisadores do PEUL (Programa de Estudos do Uso da Língua), sediado na Faculdade de Letras da UFRJ. Possui livros, capítulos e artigos em periódicos da área de Linguística no país e no exterior mono-autorais e co-autorais, com foco em teoria e metodologia em Sociolinguística e áreas afins.

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Publicado

2026-09-17

Como Citar

da Conceição Pedro, L., & de Magalhães Mollica, M. C. (2026). A INTERFACE ENTRE SOCIOLINGUÍSTICA E NEURODIVERSIDADE: O FENÔMENO DA CODA SILÁBICA NA ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM TEA . Pensares Em Revista, 37(37), 219–240. https://doi.org/10.12957/pr.2026.99413

Edição

Seção

DOSSIÊ 37: Sociolinguística, Funcionalismo e Ensino