A INTERFACE ENTRE SOCIOLINGUÍSTICA E NEURODIVERSIDADE: O FENÔMENO DA CODA SILÁBICA NA ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM TEA
DOI:
https://doi.org/10.12957/pr.2026.99413Palavras-chave:
Sociolinguística, Transtorno do Espectro Autista, Alfabetização, Coda Silábica, Fonoaudiologia EducacionalResumo
Este artigo analisa a interface entre fala e escrita no processo de alfabetização de sujeitos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sob a óptica da Sociolinguística em articulação com a Fonoaudiologia Educacional e a Cognição. O foco da investigação recai sobre a representação ortográfica das codas silábicas, especificamente os arquifonemas róticos, sibilantes e o traço de nasalidade, observando de que modo a variação ordenada da oralidade urbana e periférica impacta o registro gráfico de aprendizes em diferentes níveis de verbalidade. A metodologia de natureza qualitativa consistiu na análise de um corpus de produções escritas eliciadas de seis sujeitos, com idade entre 8 e 10 anos, acompanhados em ambiente clínico no Rio de Janeiro. Os resultados revelam que o apagamento de travadores silábicos na escrita é condicionado por variáveis estruturais, como a posição da coda em sílaba medial versus final e a extensão do vocábulo, além de mostrar-se sensível ao grau de verbalidade dos participantes do estudo. Conclui-se que as produções grafêmicas divergentes na neurodiversidade refletem padrões sistemáticos da gramática de uso e da frequência do input, evidenciando a necessidade de implementar-se uma prática pedagógica que integre consciência fonológica e reconhecimento da heterogeneidade dialetal no processo de inclusão escolar.
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