CAMINHOS DA SOCIOLINGUÍSTICA PARA A SALA DE AULA NOVAS E ANTIGAS AFIRMAÇÕES ACERCA DA CONCORDÂNCIA NOMINAL DE NÚMERO (RE)VISITADAS

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.12957/pr.2026.99399

Palabras clave:

Concordância nominal de número. Ensino de língua portuguesa. Livro didático.

Resumen

Está amplamente demonstrado que a concordância nominal de número (CN) no português brasileiro (PB) segue uma regra variável, condicionada por fatores internos e externos ao sistema linguístico. Contudo, no contexto do ensino de língua materna, esse fenômeno é geralmente apresentado como uma regra categórica, cuja não realização é tratada como erro. Esta investigação teve como objetivo analisar o tratamento dado pelo livro didático de língua portuguesa do Ensino Médio aos conteúdos de CN, revisitando o caso “Por uma vida melhor” (Ação Educativa, 2011). Especificamente, buscou-se: (i) analisar a forma como os conceitos relacionados à CN são apresentados no LD; (ii) investigar se a abordagem presente nos materiais aproxima-se da perspectiva das gramáticas tradicionais (Rocha Lima, 2011; Cunha; Cintra, 2016) ou das contribuições advindas dos estudos linguísticos contemporâneos (Bagno, 2012; Mendonça, 2022; Bortoni-Ricardo, 2004); (iii) verificar se o caso “Por uma vida melhor” trouxe a superação dos equívocos e imprecisões disseminados à época da emergência dos debates sobre o livro. Dentre os estudos que fundamentaram a pesquisa estão Naro e Scherre (1993; 2007), Guy (1981), Scherre (1988), Lopes (2001), Coelho (2022) e Lucchesi (2009; 2015). O corpus da pesquisa é constituído pelas seções destinadas ao ensino da CN, bem como pelas orientações presentes no manual do professor, do LD 360º Língua Portuguesa: 3º ano, de Campos e Oda (2024). A análise demonstrou certa abertura à diversidade linguística, contudo, esta ocorre de maneira limitada e controlada, uma vez que a norma padrão permanece como principal referência de legitimidade linguística no espaço escolar.

Biografía del autor/a

Thamiris Santana Coelho Assis, Universidade de Pernambuco

Professora adjunta da Universidade de Pernambuco (UPE), pesquisadora do GEPELCE - Grupo de Estudos e Pesquisas da Linguagem no Contexto Educacional (UPE - Campus Petrolina). Doutora em Língua e Cultura (PPGLinC) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), sob a orientação da Profa. Dra. Cristina Figueiredo. Mestra em Língua e Cultura pela mesma universidade, sob a orientação do Prof. Dr. Alan Norman Baxter. Graduada em licenciatura em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem como subáreas de pesquisa a Sociolinguística Variacionista e o Contato Linguístico. Atuou como membra do Projeto Vertentes do Português do Estado da Bahia (UFBA), sob a coordenação dos professores doutores Dante Lucchesi e Gredson Santos.

Monique Alves Vitorino, Universidade de Pernambuco

Doutora e Mestra em Letras, com área de concentração em Linguística, pela Universidade Federal de Pernambuco. Especialista em Língua Portuguesa e Graduada em Licenciatura em Letras pela Universidade Estadual da Paraíba, com habilitação em língua portuguesa. Trabalha, principalmente, nos seguintes temas: descrição e análise de gêneros textuais, letramentos, multiletramentos, análise crítica do discurso, ensino de língua portuguesa e de literatura. Atualmente é pesquisadora do DICENS (Práticas Discursivas, Interação Social e Ensino) e Professora Adjunta do Colegiado de Letras Português/Inglês, na Universidade de Pernambuco/Campus Petrolina.

Citas

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Publicado

2026-09-17

Cómo citar

Santana Coelho Assis, T., & Alves Vitorino, M. (2026). CAMINHOS DA SOCIOLINGUÍSTICA PARA A SALA DE AULA NOVAS E ANTIGAS AFIRMAÇÕES ACERCA DA CONCORDÂNCIA NOMINAL DE NÚMERO (RE)VISITADAS. Pensares Em Revista, 37(37), 241–265. https://doi.org/10.12957/pr.2026.99399

Número

Sección

DOSSIÊ 37: Sociolinguística, Funcionalismo e Ensino