A FUNÇÃO RETÓRICA PREPARAÇÃO: UMA PROPOSTA PARA O ESPANHOL PENINSULAR FALADO
DOI:
https://doi.org/10.12957/pr.2026.99355Palavras-chave:
Gramática Discursivo-Funcional, Funções retóricas, Espanhol peninsular falado, ConjunçãoResumo
O modelo teórico da Gramática Discursivo-Funcional (GDF), proposto por Hengeveld e Mackenzie (2008), apresenta duas possíveis classificações para as relações concessivas: elas podem representar casos de função retórica Concessão, isto é, uma estratégia do Nível Interpessoal (pragmático), por meio da qual o falante atenua a informação transmitida no Ato Discursivo anterior; ou podem corresponder a uma função semântica, localizada no Nível Representacional, voltada para a quebra de expectativas. Ao analisar dados do espanhol peninsular falado, XXXX (2016) observa que, em determinadas orações iniciadas pela conjunção aunque, a relação concessiva representa uma estratégia interativa entre Atos Discursivos, o que a classifica como uma função retórica, mas essas ocorrências não apresentam a mesma funcionalidade da já reconhecida função retórica Concessão. Assim, o presente artigo tem por objetivo defender a existência de uma nova categoria de função retórica dentro do arcabouço da GDF, aqui denominada como função retórica Preparação. Seguindo como critérios de análise a informatividade, a factualidade e a posição da oração concessiva em relação à sua principal, demonstramos que os casos de função retórica Preparação e os de função retórica Concessão diferem quanto ao tipo de estratégia interpessoal utilizada e também quanto às formas de codificar as orações, a depender da função que desempenham.
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