Entre a tradição e a subjetividade: a condição feminina nas obras de Maria Judite de Carvalho e Maria Amália Vaz de Carvalho
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.96607Palavras-chave:
escrita de autoria feminina, Maria Judite de Carvalho, Maria Amália Vaz de Carvalho, cânone literário.Resumo
Este artigo analisa a representação da condição feminina nas obras de Maria Amália Vaz de Carvalho e Maria Judite de Carvalho, estabelecendo um diálogo entre o Oitocentos e a modernidade portuguesa. A partir das reflexões de Michelle Perrot e Virginia Woolf, discute-se como o apagamento institucional e a instrução limitada moldaram a autoria feminina. Ao comparar os contos “Duas faces de uma medalha” e “Seta Despedida”, nota-se a permanência das limitações impostas às mulheres: enquanto a primeira trata da tradição e da renúncia, a segunda mergulha na subjetividade e na alienação. Conclui-se que, apesar da distância temporal, ambas as autoras denunciam a persistente dificuldade de autonomia da mulher no campo literário e social.
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