Heranças Africanas e Ensino de Geografia
uma proposta para enfrentar o racismo religioso nas escolas de Educação Básica
DOI:
https://doi.org/10.12957/hne.2026.98000Resumo
O racismo religioso contra as religiões de matriz africana configura-se como uma manifestação do racismo estrutural brasileiro, cujas raízes remontam ao período colonial e à imposição de uma hierarquia racial e cultural. Este fenômeno reproduz-se no ambiente escolar, onde crianças e adolescentes adeptos do Candomblé, da Umbanda e outras tradições de matriz africana enfrentam violências simbólicas e físicas, resultando em conflitos identitários e no apagamento de suas heranças culturais. A presente pesquisa defende que o ensino de Geografia é um instrumento potente para o combate a esta chaga, dada a sua capacidade de analisar as relações sociedade-espaço e desvendar as dinâmicas de poder inscritas no território. Para enfrentá-lo, propõe-se a elaboração de um recurso educacional para docentes, fundamentado na Geografia Crítica, visando a uma educação antirracista. A conclusão sublinha que a efetividade desta abordagem depende intrinsecamente de uma formação docente qualificada, capaz de desnaturalizar estereótipos e promover um raciocínio geográfico crítico sobre a formação do espaço brasileiro.
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