Guerra e coerção na construção do território provincial de Santa Catarina (c. 1640-1821)
DOI:
https://doi.org/10.12957/revmar.2026.86796Palavras-chave:
Ilha de Santa Catarina, Guerra, TerritórioResumo
O artigo procura mostrar como a montagem do aparelho militar na Ilha de Santa Catarina serviu não apenas para proteger o território do sul da América Meridional das monarquias europeias concorrentes, mas, também, para a própria consolidação de uma unidade estatal. As fortalezas e os exércitos instalados para proteger seus próprios colonos dos invasores externos serviram também como poder de polícia local. A institucionalização jurídica, fazendária e militar possibilitou por meio da coerção de seus habitantes (indivíduos livres e escravizados) a extração de bens e serviços, de modo a produzir a acumulação de renda colonial à coroa portuguesa e aos negociantes nos dois lados do Atlântico. Destaca ainda o papel da guerra – ou da mera preparação para nela entrar –, como um fator importante para o crescimento demográfico e o desenvolvimento econômico desse estabelecimento nos séculos XVIII e XIX.
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