A produção da hegemonia na saúde
Cebes e Abrasco na Reforma Sanitária Brasileira
DOI :
https://doi.org/10.12957/revmar.2025.85048Mots-clés :
Cebes, Abrasco, Hegemonia, Reforma Sanitária BrasileiraRésumé
O artigo analisa a dinâmica da sociedade civil no processo da Reforma Sanitária brasileira, entre os anos de 1976 e 1988, nomeadamente a trajetória das formas organizativas das agremiações Cebes e Abrasco. Para tanto, discutirmos como a hegemonia é estabelecida e disputada na área da saúde pública, tomando como referência teórica e metodológica a noção de Estado Ampliado de Antonio Gramsci. Verificamos que em pleno processo de desmantelamento e ataques, as organizações coletivas da sociedade civil das classes subalternas na ditadura civil-militar (1964-85), Cebes e Abrasco, despontaram como importantes agentes na luta contra a agenda dominante. Sugerimos que tais organizações foram protagonistas e redefiniram a arena das lutas de classes na saúde brasileira, sem, contudo, ser possível afirmar que conquistaram a hegemonia do campo social.
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