A tarefa dos feminismos de nomear as violências contra as mulheres
DOI:
https://doi.org/10.12957/intellectus.2026.96493Palavras-chave:
História Intelectual, Feminismo Digital, História das Mulheres, Violência contra as Mulheres, Humanidades DigitaisResumo
Durante a década de 2010 a 2020, várias campanhas feministas digitais denunciaram uma série de casos de abusos, assédios sexuais e crimes de feminicídio. Nas redes sociais, milhares de mulheres, ao redor do planeta, compartilhavam relatos de violências e escreviam sobre atitudes que as desrespeitavam e as feriam no dia a dia. O artigo tem a proposta analisar como esses discursos, que surgem no digital, são registros de experiências que possuem um caráter histórico e que revelam um problema social profundo de escala global. A partir das contribuições do historiador Reinhart Koselleck e de autoras como Rosa Cobo, Rebecca Solnit, Nelly Richard e Laura Bates, o texto assinala quais são os desafios para a História neste contexto e como o território digital que promoveu avanços sobre os direitos das mulheres, também é o ambiente que mais propaga misoginia na atualidade.
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