Pensamento crítico, Humanidades, Inteligência Artificial e esfera pública digital na América Latina: autoria, autoridade e sentidos em disputa
DOI:
https://doi.org/10.12957/intellectus.2026.96000Palavras-chave:
Humanidades digitais, Plataformização do conhecimento, Mediação algorítmica, Ética da informação, Práticas pedagógicasResumo
A incorporação da Inteligência Artificial (IA) no ensino de Humanidades tem reconfigurado práticas pedagógicas, regimes de autoria e a circulação do conhecimento na esfera pública digital. Este artigo analisa criticamente como a mediação algorítmica incide sobre a formação do pensamento crítico no campo das Humanidades, tensionando disputas de autoria, autoridade e produção de sentidos na esfera pública digital. Metodologicamente, adota-se uma abordagem teórico-analítica de natureza qualitativa, baseada em pesquisa bibliográfica e análise conceitual crítica, ancorada na História das Ideias e nas Humanidades Digitais críticas. O estudo dialoga com FREIRE (2019), BOURDIEU (2008; 2004), FOUCAULT (2014), FLORIDI (2023), NOBLE (2021) e ZUBOFF (2021), a partir de uma leitura situada no contexto latino-americano. Argumenta-se que a IA atua como dispositivo sociotécnico que produz discursos e hierarquiza visibilidades, exigindo uma pedagogia da problematização algorítmica.
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