Por uma Inteligência Artificial actante: entre críticas apocalípticas e a potencialidade de agenciamento epistemológico nas redes sociotécnicas
DOI:
https://doi.org/10.12957/intellectus.2026.95174Palavras-chave:
Inteligência Artificial, actante, agenciamento epistemológicoResumo
O presente artigo propõe a categoria da Inteligência Artificial (IA) como actante epistemológico, utilizando o referencial teórico da Teoria Ator-Rede (TAR) de Latour e Callon. A pesquisa se insere no debate pós-humanista, examinando criticamente a prevalência de uma perspectiva apocalíptica e sombria sobre a IA nas Ciências Humanas, inspirada por autores como Foucault e Marx (ORTNER, 2020). Fundamentado em metodologia documental, busca-se romper com o determinismo, explorando as potencialidades da IA na produção de resistência e agenciamento nas redes sociotécnicas (CRAWFORD, 2025; HARAWAY, 2009). Com isso, o estudo traça uma interface da IA como um actante que participa ativamente da constituição do social e que deve ser pensada com e não apenas contra, para a emergência de novas formas de ação epistemológicas.
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