Cultura árabe - islâmica e o aprendizado em saúde na fronteira entre o Brasil e o Paraguai

Noura Reda Mansour, Luciana Aparecida Fabriz, Paulo Cesar Mayer Morales, Anneliese Domingues Wysocki, Adriana Zilly, Reinaldo Antonio Silva-Sobrinho

Resumo


As comunidades árabe-islâmicas guardam costumes que são transmitidos aos descendentes em seus espaços familiares e comunitários. O estudo objetivou analisar a influência da cultura árabe-islâmica no aprendizado em saúde emduas escolas em Foz do Iguaçu - Brasil e uma escola em Cidade de Leste - Paraguai. Trata-se de um estudo quantitativo-descritivo, realizado em 2017. Utilizou-se um questionário estruturado. Participaram 37 alunos do ensino médio de origem árabe-islâmica. Na análise de dados foi calculada a frequência, percentual, média, mediana e desvio padrão das observações. Dos 37 participantes, 67,6% são femininos, com média de idade de 17,2 anos. Os dados foram organizados em três quesitos avaliativos: 1) Higiene Saúde (nas três escolas, foi atribuído nota 5 (mediana) para a grande maioria das assertivas, associando o aprendizado ao convívio social); 2) Água/Saneamento Básico (a disciplina de Ciências Biológicas teve a maior frequência de notas 5 (mediana) nas três escolas, e o item que recebeu maior pontuação foi “a água de consumo deve ser potável” e o com a menor foi o “descarte correto do lixo” com nota 3). 3)  Alimentação Saudável (a disciplina de Ciências Biológicas foi a que menos influenciou nas respostas, obteve baixa de frequência de notas 5 (mediana), diferente da disciplina de Religião com maiores escores). A cultura árabe-islâmica contribui para o aprendizado em saúde, demonstrando que o trabalho junto à líderes religiosos pode ser estratégico, em especial sobre os itens, água/saneamento básico, descarte do lixo e a importância de evitar água parada para prevenção da dengue. 


Palavras-chave


Árabes; Cultura; Saúde Escolar; Islamismo. Promoção da Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2021.47727

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