O edifício doente e o edifício saudável

Antonio Pedro Alves de Carvalho

Resumo


A caracterização das edificações saudáveis é tratada, no presente artigo, através da análise de referências que estudam as condições físicas que induzem ao bem-estar e a recuperação de pacientes em edificações de saúde. Inicialmente discorre-se sobre as questões ambientais envolvidas na ocorrência da Síndrome do Edifício Doente, justificando a caracterização dos Edifícios Saudáveis. As características levantadas foram englobadas nos setores de higiene, conforto e sustentabilidade. Em relação à higiene, destacou-se a localização estratégica de lavatórios, o que favorece as condições de controle de infecção; a utilização de materiais de acabamento que permitam fácil limpeza e manutenção e a disponibilização de infraestrutura que garanta a segregação, guarda, coleta e tratamento de resíduos sólidos. Em relação ao conforto, são enfatizados a utilização de meios naturais de controle de temperatura, umidade, ventilação e iluminação; a disponibilidade de áreas verdes, a adoção da acessibilidade universal e o controle do ruído. A sustentabilidade em edificações para a saúde recebe ênfase quanto ao estabelecimento de condições de suprimento ininterrupto de energia e água, com a utilização de formas limpas de geração e aproveitamento. Conclui-se pela adequação dos estudos ambientais em estabelecimentos de saúde como parâmetros para a definição das condições físicas de uma Edificação Saudável.


Palavras-chave


Arquitetura hospitalar; Ambiente saudável; Ambiente e saúde

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2017.29214

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