Leigos ou excluídos? A criação de um aplicativo educacional e seu uso via ensino híbrido em uma escola pública

Monica Erika Pardin Steinert, Edna Lopes Hardoim

Resumo


O mundo juvenil está voltado ao uso de recursos digitais, operando-os com grande destreza em todos os seus ambientes de vivência, quase vinte e quatro horas por dia, desde tenras idades. A tecnologia continua em constante atualização e, diante dessa realidade, diariamente requer adaptação e reestruturação de seus usuários. Isso torna necessário que a escola tenha seu corpo docente qualificado para trabalhar na perspectiva do ensino híbrido e aplicativos, enquanto recursos pedagógicos digitais. Os aplicativos são ferramentas concebidas para funcionar em dispositivos digitais móveis de comunicação. Neste sentido, convergindo a temática saúde, com a potencialidade das tecnologias digitais para o ensino-aprendizagem, buscou-se um caminho para equacionar a problemática do uso recreativo de celulares na sala de aula. Tal problemática justificou a criação de um aplicativo de celular chamado SAMBI: Saúde Mediada pela Biologia, que possui foco na Educação em Saúde com abordagem de doenças regionais associadas aos cinco reinos de seres vivos. Como elemento central em processo de Pesquisa-Ação iniciado na escola, sua validação foi implementada por meio de metodologias sustentadas de ensino híbrido. Este trabalho é um relato de experiência sobre a vivência dos limites e possibilidades de inserção pedagógica do celular na sala de aula via ensino híbrido com abordagem do tema drogas. Além de uma proposta de educação em saúde com uso de tecnologias digitais e metodologias ativas, constou como um processo formativo que ensejou condutas baseadas em interação e colaboração como aspectos de interdependência positiva para uso das TDIC.

Palavras-chave


Saúde; Software; Rotação por estações; Conectivismo; BYOD

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2017.25067

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