O JOGO COMO EXPERIÊNCIA ESTÉTICA: APRENDIZAGENS DE UM CORPO BIOGRÁFICO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Andrisa Kemel Zanella, Cândice Moura Lorenzoni, Camila Borges Santos

Resumo


Neste artigo buscamos problematizar como o corpo biográfico pode ser mobilizado no contexto da formação de professores, a partir da vivência com jogos teatrais.  O objetivo é fazer provocações pensando nesse corpo biográfico que ao jogar vivencia a possibilidade da experiência estética. O ponto de partida para esta escrita é a nossa experiência como atrizes, em nossa formação inicial e como professoras de Cursos de Graduação em Pedagogia e Teatro Licenciatura de duas instituições públicas de ensino superior. Neste sentido, em nossos processos pedagógicos, artísticos e docentes, o corpo, o teatro, a experiência estética aparecem como mola propulsora para (re)pensarmos nossos modos de fazer e de agir na educação. Estes aspectos são motes para aprofundarmos a discussão aqui proposta.

 


Palavras-chave


Corpo Biográfico; Jogo; Experiência Estética; Formação de Professores; Educação.

Texto completo:

PDF

Referências


ALARCÃO, I. Formação Continuada como instrumento de profissionalização docente. In: VEIGA, I. P. A. (org.) Caminhos da Profissionalização doMagistério. 3. ed. São Paulo: Editora Papirus, 2003.

ALVES, R.Variações sobre o prazer.São Paulo: Planeta, 2014.

BRAZIL, C. N. V. O jogo e a Constituição do Sujeito na Dialética Social. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1988.

CAMPELO, C. R. Cal(e)idoscorpos: um estudo semiótico do corpo e seus códigos. São Paulo: ANNABLUME, 1996.

CARPIM, L. Formação continuada e a prática pedagógica do professor universitário: um fazer colaborativo. In: FERREIRA, J. L. (org.). Formação de professores – teoria e prática pedagógica. Petrópolis: Vozes, 2014.

DAOLIO, J. Da cultura do corpo.9. ed. Campinas: Papirus, 1995.

DESGRANGES, F. Pedagogia do teatro.Provocação e dialogismo.São Paulo: Hucitec, 2006.

DORNELES, M. A.; ARENHALDT, R. Disposições ético-estético-afetivas na pesquisa em educação. In: FEITOSA, D. A. (Org.). O sensível e a sensibilidade na pesquisa em educação. Cruz das Almas: UFRB, 2016.

DURAND, G. As estruturas antropológicas do Imaginário. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

GADAMER, H-G. Verdade e Método I: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Rio de Janeiro: Vozes, 2015.

GONÇALVES, M. A.. Sentir, pensar, agir :corporeidade e educação .Campinas: Papirus, 1997.

HERMANN, N. Autocriação e horizonte comum: Ensaios sobre educação ético-estética. Ijui: Unijuí, 2010.

______. Ética e educação:outra sensibilidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

HUIZINGA, J. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 1972.

IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional :formar-se para a mudança e a incerteza. 6. ed. São Paulo:Cortez, 2006.

JOSSO, M-C. Experiências de Vida e Formação. São Paulo: Cortez, 2004.

______. Da formação do sujeito... Ao sujeito da formação. In: NÓVOA, A.; FINGER, M. (Orgs.). O método (auto)biográfico e a formação. Natal: EDUFRN; São Paulo: Paulus, 2009.

______. As narrações do corpo nos relatos de vida e suas articulações com os vários níveis de profundidade do cuidado de si. In: VICENTINI, P.; ABRAHÃO, M. H. (Orgs.). Sentidos, potencialidades e usos da (auto)biografia. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010.

______. O Corpo biográfico. Corpo falado e corpo que fala. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 37, n.1, p. 19-31, jan./abr. 2012.

LARROSA, J. Tremores. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2014.

LELOUP, J-Y. O corpo e seus símbolos: uma antropologia essencial. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Freitas Bastos, 2011.

NÓVOA, A. Os professores as histórias de sua vida. In: NÓVOA, A. (Org.). Vidas deProfessores. 2. ed. Porto: Porto Editora, 1992.

______. Prefácio. In: JOSSO, M-C. Experiências de Vida e Formação. São Paulo: Paulus, 2010.

PACHECO, J. A. O pensamento e a ação do professor. Porto: Porto Editora, 1995.

PERES, L. M. V Os caminhos e os desassossegos no tornar-se professor (a)... In: OLIVEIRA, V. (org). Narrativas e Saberes Docentes. Ijuí: Editora Unijuí, 2006.

PIMENTA, S. G. (org.).Saberes Pedagógicos e Atividade Docente. 3. ed. São Paulo: Cortez,2002.

RYNGAERT, J-P. Jogar, representar: práticas dramáticas e formação. São Paulo: Cosac Naify, 2009.

SANT’ANNA, D. B. Cultos e enigmas do corpo na história. In: STREY, M. N.; CABEDA, S. T. L. Corpos e subjetividades em exercício interdisciplinar.Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004. p. 107-131.

SANTOS, C. B. O corpo biográfico: experiências formadoras dentro de um grupo de pesquisa. 2013. 148f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, RS, 2013.

SPOLIN, V. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 2008

VIANNA, A.; CASTILHO, J. Percebendo o corpo. In: GARCIA, R. L. (org.). O corpo que fala dentro e fora da Escola. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

ZANELLA, A. K. Escrituras do corpo biográfico e suas contribuições para a educação: um estudo a partir do imaginário e da memória. 2013. 218f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Pelotas, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, RS, 2013.




DOI: https://doi.org/10.12957/riae.2019.45790

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


e-ISSN: 2359-6856

 


Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

 

 

Indexada em:


 

 

Realização: