A poesia de Manoel de Barros: cartografando territórios

Letícia Scherner

Resumo


Doi: 10.12957/riae.2015.11691

Somos afetados o tempo todo. Forças oriundas da rua, do vento e do tempo. Entregar-se ao tempo não linear é certamente o desafio que junto ao poeta Manoel de Barros nos propomos nesse ensaio. As experimentações e subjetividades ímpares que pulsam, tocam, exprimem e fissuram barreiras do silêncio. Nesse trajeto abrigamos na mala a seguinte problemática: de que modo às sutilezas do devir infantil podem ser cartografadas em um espaço escolarizado? O devir sem demarcações de temporalidade e circunstâncias. Conexões e fluxos que fazem e desfazem mundos. Escolhemos o método da cartografia para nos enveredarmos pelas tramas da pesquisa. Estar à espreita, acolher o inusitado, fazer alianças com as insignificâncias, é disso que se trata.


Palavras-chave


Cartografia; Devir; Manoel de Barros;

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